Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim
Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Soltam-se amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes
Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui
Pedro Abrunhosa
segunda-feira, 28 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Preciso...
Preciso do teu corpo, do sal das tuas mãos em mim, preciso de ti...As tuas ausências despem-me os ombros nus ao luar. Hoje a luz da lua não me beija como antigamente. Hoje queima-me a pele branca. Porque está grávida de ti e da tua ausência.Eu sei. Não o digas. Eu sei que a despedida é sempre inevitável. Eu sei tudo isso e porém nem por isso me dói menos quando te arrancas da minha carne e me deixas aqui.(cubro-te os lábios com a fome dos meus)Vou dormir todos estes dias em que não estás. Vou-me deitar quieta na minha cama, vou encolher o corpo, vou quedar-me na posição fetal (aquela em que sempre durmo, lembras?) e aguardar que a tua voz me desperte suavemente deste torpor e que com os teus braços me salves dos pesadelos particulares.Vou esquecer que lá fora, fora do meu quarto, há pessoas a gritarem, há pessoas a viverem, há pessoas a parirem.Nada me importa. Quero apenas que quando ao chegares te debruces suavemente e me murmures ao ouvido: "cheguei amor" e me tomes nos teus braços como uma criança que se aninha no colo da mãe.
(Fairy Morgaine- O Grito do Silêncio)
(Fairy Morgaine- O Grito do Silêncio)
terça-feira, 22 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
A ti
A ti
deixo meu ser
meu corpo
meu sangue
cada parte de mim
fiz tua
A ti
em cada madrugada
deixo meu amor
em cada beijo
que damos
em cada toque
que sentimos
A ti
plantei a orquidea
deixei crescer mil árvores
fiz da natureza
parte do nosso amor
e assim
flutua
eterno
cada dia
que amo-te
Francisco Marques
deixo meu ser
meu corpo
meu sangue
cada parte de mim
fiz tua
A ti
em cada madrugada
deixo meu amor
em cada beijo
que damos
em cada toque
que sentimos
A ti
plantei a orquidea
deixei crescer mil árvores
fiz da natureza
parte do nosso amor
e assim
flutua
eterno
cada dia
que amo-te
Francisco Marques
terça-feira, 15 de julho de 2008
A minha dor
A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal ...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias ...
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve ... ninguém vê ... ninguém ...
Florbela Espanca
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal ...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias ...
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve ... ninguém vê ... ninguém ...
Florbela Espanca
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Toque
Quando me tocavas, quando sentia a tua pele a tocar na minha, sentia um arrepio ardente, como se uma brisa do mar me percorresse o corpo numa tarde de calor tórrido. O teu beijo, quente e suave, fazia-me desfalecer nos teus braços. Braços que se entrelaçavam nos meus e no fim já não havia braços suficientes para abraçar tanto amor, tanto carinho e tanta cumplicidade. Já não eram os teus e os meus braços, era um emaranhado de dedos com origem num único ser
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Porquê?
Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porque que é que a tua ausência dói tanto?
Porque não respondes?
Porque não respondes?
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Beijo
Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Pedro Abrunhosa
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Pedro Abrunhosa
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Perguntaste-me um dia...
se não queria comprar uns sofás novos. Ajudar-me-ias a pagar. Ficavam já para a casa que um dia compraríamos. Disseste que querias passar mais tempo comigo, não que o sofá fosse importante para isso, mas eram-no para a tua coluna. E não querias estar todo torto ao meu lado, "parece mal" dizias "uma mulheraça gira com um gajo que não se aguenta". Sabias bem como me levar, sabias usar as palavras para me convencer, para me enaltecer. Fazias-me sentir amada, desejada, querida, orgulhosa, confiante, como nunca me tinha sentido antes. Comprámos os sofás. As tuas palavras tornaram-se silêncio. A minha presença transformou-se em indiferença. Hoje só consigo sentir raiva, mágoa, dor, vazio....
terça-feira, 1 de julho de 2008
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