terça-feira, 30 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Esperança
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Essas Coisas
«Você não está mais na idade
de sofrer por essas coisas.»
Há então a idade de sofrer
e a de não sofrer mais
por essas, essas coisas?
As coisas só deviam acontecer
para fazer sofrer
na idade própria de sofrer?
Ou não se devia sofrer
pelas coisas que causam sofrimento
pois vieram fora de hora, e a hora é calma?
E se não estou mais na idade de sofrer
é porque estou morto, e morto
é a idade de não sentir as coisas, essas coisas?
Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Há dias
domingo, 14 de dezembro de 2008
Em Todas as Ruas te Encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Mário Cesariny, in "Pena Capital"
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Sofro de não te ver
de não te ver,
de perder
os teus gestos
leves, lestos,
a tua fala
que o sorriso embala,
a tua alma
límpida, tão calma...
Sofro
de te perder,
durante dias que parecem meses,
durante meses que parecem anos...
Quem vem regar o meu jardim de enganos,
tratar das árvores de tenrinhos ramos?
Saúl Dias, in "Sangue (Inéditos)"
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Conversas...
- "Vamos"?
- Sim, hoje quero cozinhar. Alias hoje faço eu o jantar! Não te deixo entrar na cozinha.
- Mesmo? E o que vais fazer?
- Um jantar romântico. Com direito a velas e sobremesa!
- E o que vai ser a ementa?
- Hmmm… Tens alguma coisa no congelador?
- Não…
- Hmmm… Tostas mistas? Mas com as velas e sobremesa!
sábado, 29 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Labirinto ou não Foi Nada
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua ...
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!
Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua...
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.
Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.
David Mourão-Ferreira, in "À Guitarra e à Viola"
domingo, 23 de novembro de 2008
Mais um porquê...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Ausência
domingo, 16 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Escolhas
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
SMS
domingo, 26 de outubro de 2008
Stay
You stop in
For a pack of cigarettes
You don't smoke
Don't even want to
Hey! Now check you change
Dressed up like a car crash
The wheels are turning
But you're upside down
You say when he hits you
You don't mind
Because when he hurts you
You feel alive
Is that what it is?
Red light, gray morning
You stumble
Out of a hole in the ground
A vampire or a victim
It depends on who's around
You used to stay in
To watch the adverts
You could lip synch
To the talk shows
And if you look
You look through me
And when you talk
you talk at me
And when I touch you
You don't feel a thing
If I could stay
Then the night would give you up
Stay
Then the day would keep its trust
Stay and the night would be enough
Faraway, so close
Up with the static and the radio
With satellite television
You can go anywhere
Miami, New Orleans
London, Belfast and Berlin
And if you listen
I can't call
And if you jump
You just might fall
And if you shout
I'll only hear you
If I could stay
Then the night would give you up
Stay
Then the day would keep its trust
Stay
With the demons you drowned
Stay
With the spirits I found
Stay
And the night would be enough
Three o'clock in the morning
It's quiet and there's no one around
Just the bang and the clatter
As an angel runs to ground
Just the bang and the clatter
As an angel hits to ground
U2
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Mai uma vez...
- ….
- Vens?
- ….
- 'Tas aí?
- 'Tou
- E então?
- Então o quê?
- Vens jantar hoje?
- ….
domingo, 19 de outubro de 2008
Tempo
Mas são eles que me mantêm,
E para que o tempo sem ti seja menos saudade…
Quando estou contigo reservo sempre uma parte da tua presença para servir de ponte
Sobre o abismo da tua ausência…
Maria Branco
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Doce
- Não queres antes a pimenta? Está mais perto…
- Não, quero o sal
- Porquê? Porque não queres antes a pimenta?
- Porque uma coisa não substitui a outra, não é óbvio? Além de que, não gosto muito da comida picante.
- Ok… Mas gostas de mim certo?
- Claro! Adoro doces!!
sábado, 11 de outubro de 2008
Parado
Ana Vicente - "EU BARRA TU BARRA MIM"
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Confiança
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Sem ti...
Deixar-me-ia à deriva, sem rumo e sem porto,
porque, apesar de não seres responsável
pelos meus sonhos, és a razão última de todos eles...
Sem ti que faria eu com o futuro,
com o dia a dia por chegar,
Com a minha vida passada e as minhas recordações...
Sem que me ouças,
por vezes digo baixinho:
Por favor, fica a meu lado,
nunca te vás embora.
Maria Branco
terça-feira, 30 de setembro de 2008
...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
30 páginas
José Luís Peixoto – “UMA CASA NA ESCURIDÃO”
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Tudo me é uma dansa em que procuro
A posição ideal,
Seguindo o fio dum sonhar obscuro
Onde invento o real.
À minha volta sinto naufragar
Tantos gestos perdidos
Mas a alma, dispersa nos sentidos,
Sobe os degraus do ar...
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Hoje...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Olhar
Ana Vicente - "EU BARRA TU BARRA MIM"
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
As nossas almas
domingo, 7 de setembro de 2008
Quando...
Maria Branco
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Love Should
So we sleep in beds
We've never made
Holding close to love
When love should fade
Holding on to this is the best thing we'll ever do
Morning sun is sweet and soft on your eyes
Oh my love, you always leave me surprised
Before my heart starts to burst
With all my love for you
And know how it rains
And know how it pours
I never could feel this way
For anyone but you
And know how it rains
And know how it pours
I never could feel this way
For anyone but you
So it takes some time
And slip away
Holding on to love
When love should stay
Holding on to you is the best thing I'll ever do
Evening sun is sweet and soft in your face
So I'll never ever leave this place
I feel my heart start to burst
With all my love for you
And know how it rains
And know how it pours
I never could feel this way
For anyone but you
And know how it rains
And know how it pours
I never could feel this way
For anyone but you
Moby
domingo, 31 de agosto de 2008
Ligas-me?
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Carta
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...
Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
em tudo o que vejo...
É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua... nua
numa chama minha e tua.
Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...
Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso ao teu gesto mimado
e à palma da tua mão...
É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é folha de papel
Nela te pinto nua... nua
Numa chama minha e tua.
Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...
É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...
...nela te pinto nua... nua
Numa chama minha e tua.
Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.
Toranja – “ESQUISSOS”
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Canto...
Mas, mesmo aí, nessa altura, quando a voz me falhar, continuarei a cantar para ti, no silêncio de todas as palavras...
Maria Branco
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
Apesar das ruínas e da morte
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
A tua presença
Eu já nada sinto
e afinal
eu gosto de não sentir nada
sozinho na calma das horas passadas
tão só numa outra quietude
num sossego tão só sossegado
e esquecido
eu me esqueça de mim
aos bocados
adormece-me um sono dormente
que aos poucos se apaga
um sonho qualquer
mas não me acordes
não mexas
não me embales sequer
eu quero estar mesmo como eu estou
quietamente
ausente
assim
a viagem que eu não vou
nunca chega até ao fim
é longe
longe
tão longe
que de repente tu chegas
tu brilhas e luzes
na cor das laranjas
tu coras e tinges
a mancha da marca
na alma da luz
da sombra que finges
e tu já não me largas
saudade
tu queres-me tanto
e se eu lembro
tu mexes comigo
tu andas cá dentro
à volta do meu coração
no meu pensamento
também
e por mais que eu não queira
tu queres-me bem
e desdobras os mundos em cores
e levas-me pela tua mão
cativando o meu corpo
a minha alma
a razão
só a tua presença
é que me inquieta
aquela outra ausência
dói
como um passado projecta
aquele futuro que se foi
p´ra longe
longe
tão longe
que nunca se acaba
esta inquietação
se evitas momentos
já quase finais
e ficas comigo
ainda e sempre
um pouco mais
tu nunca me deixas
saudade
tu nunca me deixas
Fausto
domingo, 10 de agosto de 2008
Flores
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Infelicidade
(Gonçalo M. Tavares- A MÁQUINA DE JOSEPH WALSER)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Funeral Blues
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
W.H. Auden
sábado, 2 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Agarra-me esta noite
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim
Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Soltam-se amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes
Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui
Pedro Abrunhosa
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Preciso...
(Fairy Morgaine- O Grito do Silêncio)
terça-feira, 22 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
A ti
deixo meu ser
meu corpo
meu sangue
cada parte de mim
fiz tua
A ti
em cada madrugada
deixo meu amor
em cada beijo
que damos
em cada toque
que sentimos
A ti
plantei a orquidea
deixei crescer mil árvores
fiz da natureza
parte do nosso amor
e assim
flutua
eterno
cada dia
que amo-te
Francisco Marques
terça-feira, 15 de julho de 2008
A minha dor
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal ...
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias ...
A minha Dor é um convento. Há lírios
Dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve ... ninguém vê ... ninguém ...
Florbela Espanca
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Toque
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Porquê?
Porque não respondes?
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Beijo
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Pedro Abrunhosa
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Perguntaste-me um dia...
terça-feira, 1 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
A tua imagem se fez chuva escorrendo nos meus olhos,
Lacrimejados no amor e na saudade desceram as lagrimas ,
Gritava por teu nome... e na noite escura lá fora a solidão,
Teimava em entrar!
Eu só queria abraçar o teu corpo! e deitar fora esta dor!
Mandar embora os fantasmas que acordaram os meus desejos!
Queria deixar as nosssas almas saciar a fome no amor!
Queria entrar na tua lua e descobrir as tuas fantasias!
Os teus mistérios e empreeguinar-me de mansinho...
Na estrada dos teus sonhos!
E por um instante despir a tua alma junto à minha...
Ivanete (adaptado)
sexta-feira, 27 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Amo-te...
Amo-te como amo o bálsamo das flores de jasmim.
Amo-te como amo o último sorriso do dia se desvanecendo…
no qual persiste em ficar como o olhar que lançamos em êxtase ao falecido.
Amo-te como amo o tom de uma flauta sussurrando…
da alma de quem acordou por mim, quando todo o mundo está mudo.
Desconhecido
domingo, 22 de junho de 2008
Porque não me vês
Tem cuidado
Se a dor é um espinho
Que espeta sozinho
Do outro lado
Meu bem desvairado
Tão aflito
Se a dor é um dó
Que desfaz o nó
E desata um grito
Um mau olhado
Um mal pecado
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
Porque não me vês
Maresia
Se a dor é um ciúme
Que espalha um perfume
Que me agonia
Vem me ver amor
De mansinho
Se a dor é um mar
Louco a transbordar
Noutro caminho
Quase a espraiar
Quase a afundar
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
Fausto
sábado, 21 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Morri
é o que está gravado na lápide que é o meu coração.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Deixas Em Mim Tanto De Ti
Que te impeçam de partir
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir
Não sei quanto tempo fomos
Nem sei se te trago em mim
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manha
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sos
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti
Matam-me os dias
As mãos vazias de ti
A estrada ainda longa
Cem quilmetros de chão
Quando a espera não tem fim
Há distãncias sem perdão.
No sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manha,
Nem sei o que resta em nos,
Sei das ruas que corremos sos,
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As maos vazias de ti.
Pedro Abrunhosa
domingo, 15 de junho de 2008
José Luís Peixoto - "Uma casa da escuridão"
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O meu projecto de morrer é o meu ofício
Esperar é um modo de chegares
Um modo de te amar dentro do tempo
Daniel Faria
quarta-feira, 11 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Partilha
segunda-feira, 19 de maio de 2008
I Cried For You
It lies beneath a shade of blue
It struck me so violently
When I looked at you
But others pass, the never pause,
To feel that magic in your hand
To me you're like a wild rose T
hey never understand why
I cried for you
When the sky cried for you
And when you went
I became a hopeless drifter
But this life was not for you
Though I learned from you,
That beauty need only be a whisper
I'll cross the sea for a different world,
With your treasure, a secret for me to hold
In many years they may forget
This love of ours or that we met,
They may not know
how much you meant to me.
I cried for you
And the sky cried for you,
And when you went
I became a hopeless drifter.
But this life was not for you,
Though I learned from you,
That beauty need only be a whisper
Without you now I see,
How fragile the world can be
And I know you've gone away
But in my heart you'll always stay.
I cried for you
And the sky cried for you,
And when you went
I became a hopeless drifter.
But this life was not for you,
Though I learned from you,
That beauty need only be a whisper
That beauty need only be a whisper
Katie Melua
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Vazio
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Deixa-me
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Sonho
domingo, 20 de abril de 2008
Sweet
If there’s lessons to be learned, I’d rather get my jamming words in first so, tell you something that I’ve found, that the worlds a better place when it’s upside down boy.
If there’s lessons to be learned, I’d rather get my jamming words in first so, when your playing with desire, don’t come running to my place when it burns like fire boy.
Sweet about me, nothing sweet about me
Gabriella Cilmi
terça-feira, 15 de abril de 2008
Esperança
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Porquê
terça-feira, 1 de abril de 2008
Lembras-te...
Hoje já não trocamos nada, apenas ficou o vazio...
terça-feira, 25 de março de 2008
Será...
ou já te levam balas de um qualquer inimigo
Será que soube dar-te tudo o que querias
ou deixei-me morrer lento no lento morrer dos dias
Será que fiz tudo o que podia fazer
ou fui mais um cobarde nao quis ver sofrer
Será que lá longe ainda o céu é azul
ou já o negro cinzento confude o norte com o sul
Será que a tua pele ainda é macia
ou é a mão que me treme sem ardor nem magia
Será que ainda te posso valer
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer
Será que é de febre este fogo
este grito cruel que da lebre faz lobo
Será que amanha ainda existe para ti
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri
Será que lá fora os carros passam ainda
ou estrelas cairam e qualquer sorte é bem vinda
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes
Será que o sol se põe do lado do mar
ou a luz que me agarra é sombra de luar
Será que as casas cantam e as pedras do chão
ou calou-se a montanha rendeu-se o vulcão
Será que sabes que hoje é domingo
ou os dias nao passam são anjos caindo
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir
Será que sabes que te trago na voz
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra
Será que consegues ouvir-me dizer
que te Amo tanto quanto outro dia qualquer
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia nem dia sem fim
Eu sei que me queres e me Amas também
me desejas agora como nunca ninguém
Não partas entao não me deixes sozinho
vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será
Será
Pedro Abrunhosa
domingo, 16 de março de 2008
Futuro?
Ficaram as palavras que agora pesam e me prendem ao chão...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Sopro do Coração
É certo e sabido
Mas então (porque não) porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor
Mero gozo
Sorvedouro caprichoso
No sopro do coração...
Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do corpo num turbilhão
Sopra doido
E o que foi do corpo alado nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas,
Raras
Raras
Raras
Corto em dois limão
Chego ao ouvido
Ao frescor
Ao barulho
Á acidez do mergulho
No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele
É bem isso
E apesar disso eriça a pele
No sopro do coração...
Sérgio Godinho/Clã
terça-feira, 4 de março de 2008
Tudo em mim te foi indiferente
Eu já ultrapassei todos os limites, já estou sobre-saturada. Sinto-me muito magoada por tudo, às vezes até me sinto humilhada, por me entregado a ti e tu nem reparares nisso, ser-te indiferente. Tudo em mim te foi indiferente, a minha alegria, a minha tristeza, até o chamar-te para um passeio no jardim onde nos conhecemos…
Tenho pena de ficarmos por aqui, de não termos apostado ir um pouco mais além e ver realmente se teríamos sido felizes juntos..
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Estou aqui...
Será que morri e não sei?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Amar Como Te Amei
De tanto que nem sei se vale a pena
Amar, e sempre amar a quem mais clama
O nosso desamor feito dilema
Dar e não saber se quem recebe
É cego ou não quer ver toda a saudade
Que existe, e que persiste e não percebe
O triste deste amor em fim de tarde
Ninguém mais do que tu foi tão verdade
Das coisas que nos dão razão à vida
Prisão que ontem foi de liberdade
E hoje se transforma em chaga viva
Amar como te amei ninguém mais ama
De tanto que nem sei se vale a pena
Manter nesta paixão acesa a chama
Ou apagar num sopro este dilema
Ninguém mais do que tu foi tão verdade
Das coisas que nos dão razão à vida
Prisão que ontem foi de liberdade
E hoje se transforma em chaga viva
Paulo Abreu Lima
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Veneno
Foi transformado em Veneno, altamente corrosivo mas de efeito lento, muito lento... que dói muito e me mata aos poucos...
