A noite não tem braços
Que te impeçam de partir
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir
Não sei quanto tempo fomos
Nem sei se te trago em mim
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manha
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sos
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti
Matam-me os dias
As mãos vazias de ti
A estrada ainda longa
Cem quilmetros de chão
Quando a espera não tem fim
Há distãncias sem perdão.
No sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manha,
Nem sei o que resta em nos,
Sei das ruas que corremos sos,
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As maos vazias de ti.
Pedro Abrunhosa
quarta-feira, 18 de junho de 2008
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