domingo, 29 de junho de 2008

Quando abracei o travesseiro, procurei o teu rosto...
A tua imagem se fez chuva escorrendo nos meus olhos,
Lacrimejados no amor e na saudade desceram as lagrimas ,
Gritava por teu nome... e na noite escura lá fora a solidão,
Teimava em entrar!
Eu só queria abraçar o teu corpo! e deitar fora esta dor!
Mandar embora os fantasmas que acordaram os meus desejos!
Queria deixar as nosssas almas saciar a fome no amor!
Queria entrar na tua lua e descobrir as tuas fantasias!
Os teus mistérios e empreeguinar-me de mansinho...
Na estrada dos teus sonhos!
E por um instante despir a tua alma junto à minha...

Ivanete (adaptado)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Pergunta

Sentes saudades minhas?

terça-feira, 24 de junho de 2008

Queria...

abraçar-te como quem abraça o vento
segurar-te como quem segura o tempo.

Amo-te...

Amo-te como amo a tranquilidade das noites estreladas
Amo-te como amo o bálsamo das flores de jasmim.
Amo-te como amo o último sorriso do dia se desvanecendo…
no qual persiste em ficar como o olhar que lançamos em êxtase ao falecido.
Amo-te como amo o tom de uma flauta sussurrando…
da alma de quem acordou por mim, quando todo o mundo está mudo.

Desconhecido

domingo, 22 de junho de 2008

Porque não me vês

Meu amor adeus
Tem cuidado
Se a dor é um espinho
Que espeta sozinho
Do outro lado
Meu bem desvairado
Tão aflito
Se a dor é um dó
Que desfaz o nó
E desata um grito
Um mau olhado
Um mal pecado
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono
Porque não me vês
Maresia
Se a dor é um ciúme
Que espalha um perfume
Que me agonia
Vem me ver amor
De mansinho
Se a dor é um mar
Louco a transbordar
Noutro caminho
Quase a espraiar
Quase a afundar
E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono



Fausto

sábado, 21 de junho de 2008

Querias fazer projectos para o futuro, para o nosso futuro. Estavas feliz! Querias partilhar comigo essa felicidade, querias fazer planos para o futuro. Estavas tão empenhado que senti medo. Medo de acordar de um sonho, medo de não ser capaz de satisfazer as tuas expectativas, medo de ter medo do futuro, medo de nunca concretizarmos esses planos. Amava-te tanto e sentia-me tão amada. Sabes, era só isso que importava...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Morri

"Aqui jaz o amor de uma vida. Por toda a eternidade."
é o que está gravado na lápide que é o meu coração.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Deixas Em Mim Tanto De Ti

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir

Não sei quanto tempo fomos
Nem sei se te trago em mim
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manha
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sos
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti
Matam-me os dias
As mãos vazias de ti

A estrada ainda longa
Cem quilmetros de chão
Quando a espera não tem fim
Há distãncias sem perdão.

No sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manha,
Nem sei o que resta em nos,
Sei das ruas que corremos sos,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,

Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.

Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As maos vazias de ti.


Pedro Abrunhosa

domingo, 15 de junho de 2008

O amor é o sangue do sol dentro do sol. A inocência repetida mil vezes na vontade sincera de desejar que o céu compreenda. Levantam-se tempestades frágeis e delicadas na respiração vegetal do amor. Como uma planta a crescer da terra. O amor é a luz do sol a beber a voz doce dessa planta. Algo dentro de qualquer coisa profunda. O amor é o sentido de todas as palavras impossíveis. Atravessar o interior de uma montanha. Correr pelas horas originais do mundo. O amor é a paz fresca e a combustão de um incêndio dentro, dentro, dentro, dentro, dentro dos dias. Em cada instante da manhã, o céu a deslizar como um rio. À tarde, o sol como uma certeza. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e de areia eterna. O amor é feito de claridade e da seiva das rochas. O amor é feito de mar, de ondas na distância do oceano e de areia eterna. O amor é feito de tantas coisas opostas e verdadeiras. Nascem lugares para o amor e, nesses jardins etéreos, a salvação é uma brisa que cai sobre o rosto suavemente


José Luís Peixoto - "Uma casa da escuridão"

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O meu projecto de morrer é o meu ofício

O meu projecto de morrer é o meu ofício
Esperar é um modo de chegares
Um modo de te amar dentro do tempo

Daniel Faria

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Confiança

A confiança é uma das maiores provas de amor. A indiferença é uma prova de quê?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Partilha

Baunilha. Era o teu gelado favorito.” Simples e saboroso, é como tu” dizias com um sorriso nos lábios refrescados que aquecias nos meus. Partilhavas assim a tua existência comigo.