"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" Lavoisier - Lei da Conservação da Massa.
O que se perdeu transformou-se em quê? A tua indiferença é o resultado de que reacção? Se o meu amor por ti se mantém, o que havia mais na equação para se ter transformado em tamanha dor?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Recomeça...
Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga
Miguel Torga
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Fundo
Dizem que muitas vezes é necessário bater no fundo para depois voltar a subir. Será que falta muito? Ou será que fiquei presa no fundo por um prego ou uma corda por ali perdidos?
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Maldição
Vagueio pela rua sem destino. Não sei para onde vou, só queria sair de casa, deixar de te respirar por uns momentos. Sinto o vento cortante a bater-me na cara, mas na verdade não o sinto. Vejo muita gente, mas na verdade não vejo ninguém. Saí para respirar ar puro, mas é a ti que continuo a respirar, a ver e a sentir. Acompanhas-me como uma maldição…
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Antes de amar-te
Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.T
udo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.T
udo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.
Pablo Neruda
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Doença II
Meus olhos vermelhos lacrimejam constantemente. Nada de novo. Apenas não tenho de me esconder quando a lágrima cai de quando em vez.
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