quarta-feira, 7 de maio de 2008

Deixa-me

Sai. Vai. Deixa-me. Não vês que quero voltar a viver? Porque não deixas? Porque me persegues em todos os momentos? Porque não posso ir comprar pão sem sentir (desejar?) a tua presença em todas as esquinas que contorno? Porque não posso ir à praia sem nos ver, aos dois à beira-mar, contigo a puxar-me para a água? Porque não posso passar por uma esplanada sem nos ver lá sentados e tu a devorares uma tosta mista? Porque não me posso sentar no sofá sem sentir os teus braços nos meus?

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